Diabete Gestacional
A diabetes gestacional é outra freqüente complicação que ocorre na gravidez e que foi estudada associada ao exercício. Segundo Artal (1996), a contração muscular ajuda a estimular o transporte da glicose, ou seja, seria uma alternativa que, combinada com uma dieta apropriada, seria capaz de controlar a diabetes sem a necessidade da utilização da insulina.

No caso de gestantes que necessitam fazer uso desta, o exercício deve levar em consideração os horários das refeições e da medicação (Eisenberg et alii, 2002).
Jovanovic-Peterson et alii (1990) Apud Jovanovic-Peterson (1999) pesquisaram 19 mulheres com diabetes gestacional distribuídas em dois grupos durante seis semanas. O primeiro grupo seguiu apenas uma dieta (de 24 a 30 kcal/kg/24h sendo 20% de proteína, 40% de carboidrato e 40% de gordura) e, o segundo seguiu a mesma dieta e realizou ergometria de braço três vezes por semana durante 20 minutos.
Avaliaram a resposta glicêmica de ambos os grupos e obtiveram como resultado na primeira semana parâmetros glicêmicos iguais, entretanto, a partir da quarta semana o grupo que praticou o exercício físico somado à dieta passou a apresentar níveis mais baixos de glicemia. Além dos benefícios já citados não podemos esquecer dos efeitos emocionais e psicológicos do exercício na gravidez.
Goodwin et alii (2000) compararam 47 gestantes ativas e 18 sedentárias e observaram que as gestantes ativas tinham uma imagem corporal mais positiva, além de menos ansiedade, insônia, disfunções sociais e número menor de casos de depressão severa.
Segundo Artal & Artal (1999), o fato da mulher se exercitar por prazer próprio contribuirá para uma sensação de bem-estar, auto-confiança e maior capacidade de recuperação emocional e física. Além disso, mesmo que o exercício não diminua o tempo do trabalho de parto e a dor, o vigor aumentado certamente reduzirá a ansiedade, melhorando a tolerância à dor.