Estação do Bebê Burigotto
         
Terça-feira, 16 de setembro de 2014.









Ultra-Sonografia: fundamental para o acompanhamento da gestação

   Todos sabem que a ultra-sonografia (US) é usada para avaliar a gravidez.
   Poucos sabem em que realmente o exame ajuda e faz toda a diferença no acompanhamento e nas decisões tomadas quanto às condutas médicas.
   Tem-se a impressão que o exame serve apenas para ver e gravar em vídeo a gracinha do bebê e saber o sexo.
   
   Veremos então como, quando e porque o médico solicita o exame de US, e descobriremos que o exame em geral é fundamental para o bom acompanhamento da gestação; porém, quando mal indicado, ou mal realizado ou seu resultado mal interpretado é possível que o exame atrapalhe. Atrapalhe?! Sim, isso mesmo, pode até atrapalhar a conduta médica.
   
   Vejamos, você teria uma dessas perguntas a fazer ao médico ?
   
   1. O exame serve para se detectar se a mulher está grávida ou não?
   Resp:. O Ultra-som transvaginal pode detectar o primeiro sinal de gestação, que é a presença de uma pequena bolha, o saco gestacional (SG) com 3 semanas após a fecundação, que equivale nas mulheres com ciclo menstrual regular, a uma semana a 10 dias de atraso menstrual.
   
   2. Como o médico calcula a IG do feto ?
   Resp:. É padronizado que a IG seja o número de semanas decorrido desde a última menstruação (D.U.M.) da gestante; i. é, duas semanas a mais em relação à provável ovulação e fecundação.
   
   3. Se não se sabe quando foi a D.U.M. o US dar-me-á a correta IG do feto ?
   Resp:. Para se calcular a correta idade gestacional (IG) do feto, é necessário realizar um exame no início da gestação. Nas primeiras 10 semanas de gestação a margem de erro de cálculo pela US é de aproximadamente 3-4 dias e no fim da gravidez esse erro pode chegar a 1 mês. Como justificamos essa diferença ? Bem, no início da gestação, temos vários parâmetros que nos ajudam a definir a correta IG, além da medida do comprimento da cabeça à nádega; e todos esses dados são confiáveis.
   Logo, nos estudos a serem feitos, é necessário que todos os exames de US já realizados sejam apresentados.
   
   4. Quais são essas diferenças?
   Resp:. No início da gravidez, o embrião (como é chamado o bebê com menos de 10 semanas) muda de aspecto a cada semana.
   
   Com 6-7 semanas o embrião é apenas um botão menor que 10 mm, e não definimos ainda nem o que é cabeça ou tronco. Braços e pernas? Ah! nem sinal deles ainda. Esse botão embrionário é visualizado junto a uma pequena bolha chamada vesícula vitelínica, que vai desaparecer no 2º trimestre da gravidez. Com 8 semanas o embrião tem cerca de 15 mm e já se define a cabeça e o tronco. Com 9 semanas ele já tem cerca de 25 mm (da cabeça à nádega) e visualizam-se os membros. Seus movimentos já são nítidos e bastante freqüentes. Na 10ª semana começa a ossificação (coluna-ossos dos membros , etc).
   
   A partir de então os cálculos de idade são feitos principalmente através das medidas do FETO (seu novo nome, pois está praticamente formado). É claro que muitas das estruturas vão passar por transformações inerentes ao amadurecimento. Alguns órgãos acabam de amadurecer anos após o nascimento, como cérebro e rins.
   
   No fim da gestação, onde deparamos com fetos a termo com grande variação de peso, 2000g – 3000g – 4000g ou mais, é obvio que teremos grandes variações nas medidas das estruturas de fetos com a mesma idade, o que produzem erros nos cálculos da IG.
   
   Se todos os exames de US forem apresentados ao médico ultra-sonografista, a análise terá um enfoque diferente. Usamos os primeiros exames, em geral realizados no 1º trimestre, como base determinante da IG; os demais exames deverão ser usados para avaliar o desenvolvimento fetal, predizendo se está normal, se o feto tem peso abaixo ou acima da média esperada.
   
   5. Por que fazer o ultra-som morfológico (USM)?
   O USM compromete-se a pesquisar possíveis malformações fetais ou indícios que levem a suspeitar de alterações genéticas fetais através da visualização direta das mesmas ou da mensuração de várias estruturas fetais, muitas delas não mensuradas no US obstétrico padrão.
   
   Com freqüência para se definir o diagnóstico final das malformações são necessários outros estudos como: pesquisa do cariótipo nos casos de defeitos genéticos, estudo de enzimas e substâncias do líquido amniótico e cordão umbilical, Colordopplercardiograma fetal, etc...
   
   É importante saber que é impossível predizer se o feto é perfeito, independente do número de exames realizados, pois é impossível detectarmos todas as possíveis; ou mesmo se um órgão que tem aspecto normal irá funcionar bem. Às vezes um órgão pode ser obscurecido por outra estrutura; por ex: dependendo da posição do feto, a coluna pode impedir o estudo do rim. Acreditamos que a sensibilidade e especificidade dos exames disponíveis para esse fim sejam em torno de 80 a 90% se forem realizados no correto período.
   
   6. Quando fizer o USM ?
   Há 2 períodos indicados para esse exame:
   O primeiro entre 11 e 14 semanas de gestação, com o intuito de se detectar algumas malformações que eventualmente já são visíveis como a falta de um membro ou mesmo do crânio; e também para se medir a TRASLUCÊNCIA NUCAL (TN).
   
   Quando a TN está aumentada, sabemos que aumentam a chance de haver alterações genéticas mas não obrigatoriamente, apenas uma porção desses fetos às apresentará. Quanto maior a espessura, maior a chance de haver problemas genéticos. Se está aumentada, indica-se a pesquisa do cariótipo fetal.
   
   O segundo período indicado para o USM é entre 20 a 24 semanas, pois nesse período o feto já apresenta bom desenvolvimento da maioria das estruturas e o volume de líquido amniótico é proporcionalmente bom, facilitando a visualização de feto.
   
   Esse exame pode ser feito em qualquer período da gestação, porém com sensibilidade e confiabilidade menor.
   
   7. E o Ultra-som 3D/4D ?
   Inicialmente é importante esclarecer que o que chamamos de 4D, na realidade é o estudo dinâmico em 3D. A mídia expõe o US3D como imprescindível para o diagnóstico das malformações fetais. Não é verdade.
   
   O diagnóstico em geral é determinado no exame convencional de Ultra-som morfológico. O US3D ajuda a visualizar e documentar algumas das malformações e permite estudar superfície fetal. Além disso é muito bom ver o bebê em 3D, a imagem é incrível. A notícia desagradável é que os convênios e seguradoras de saúde não cobrem esse exame.
   
   Dra. Solange Kobayashi
   
   (Fonte: Hospital e Maternidade Santa Marina)




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