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Quarta-feira, 30 de julho de 2014.









Diabetes infantil: como detectar se a criança está com diabetes

   Cerca de 10% da população brasileira sofre de diabetes. A doença ocorre em duas formas básicas: o tipo 1, que afeta crianças e adolescentes e representa entre 5% e 10% do total dos portadores do problema, e o tipo 2, mais comum, que atinge adultos. Em geral, esta segunda modalidade afeta pessoas com mais de 40 anos. Embora não haja estatísticas que revelem a incidência exata, nos últimos anos, os especialistas têm observado que a doença tem afetado cada vez mais, crianças e adolescentes.
   
   Segundo o dr. Luiz Eduardo Calliari, endocrinologista pediátrico do São Luiz, nos últimos cinco anos, crianças com idades a partir de 10 anos já manifestaram diabetes do tipo 2. “Nos Estados Unidos, este índice é absurdo, há um maior número de crianças obesas, o que contribui com a incidência do problema. Embora esta doença seja decorrente de herança genética, a obesidade aumenta a resistência à insulina — o hormônio que abre as portas das células para a glicose entrar, ou seja, o açúcar sobra no sangue e aí vem o diabetes”, explica.
   
   Como detectar se a criança está com diabetes?
   
   Se a criança passa a beber muita água e urina em demasia, estes sintomas não podem passar despercebidos. “Quando a criança tem por volta de cinco anos, os pais devem valorizar estes indícios. A perda de peso excessivo também é um sinal. O diabetes manifesta-se em silêncio”, alerta o endrocrinologista. Para detectar a doença, o pediatra da criança pode recomendar exames específicos.
   
   O tratamento não é difícil. A criança precisa de uma dieta rica em fibras e pobre em açúcar, com seis refeições ao dia. Para o controle diário do diabetes, os pais contam com o auxílio do glicocímetro, aparelho que faz a leitura e registra, no visor, o valor da glicemia — a quantia de glicose no sangue.
   
   “Com uma picadinha na ponta do dedo, a criança molha com o sangue uma fitinha que é colocada no aparelho. Esta medida ajusta as doses necessárias de insulina. O controle é feito em média de duas a quatro vezes ao dia, dependendo do estágio da doença”, explica. “No Brasil, ainda não possuímos um índice alarmante. Podemos atingir altos índices se os maus hábitos alimentares, que crescem a cada dia, persistirem”, alerta o especialista.
   
   Complicações
   
   Como toda doença, o diabetes infantil também pode apresentar complicações. Dentre elas, há o problema agudo, que é a variação de glicemia. “A hiperglicemia — elevação da taxa de glicose no sangue — leva a criança a uma vontade absurda de beber água. Já a hipoglicemia – queda da taxa de glicose no sangue —, geralmente se apresenta em crianças superativas que queimam a glicose em demasia, causando tremores, deixando as mãos geladas e suadas e provocando confusão mental, mesmo durante o tratamento”, diz o médico.
   
   As complicações crônicas estão ligadas à glicemia alta. “O paciente pode ter retinopatia progressiva (infecção na retina, globo ocular, que pode levar a cegueira) e apresentar também uma lesão que se manifesta de forma gradativa no rim. Além de pressão elevada, dor e sensibilidade nos pontos periféricos”, completa o dr. Calliari.
   
   
   (Fonte: Hospital São Luiz)




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