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Como adaptar o bebê ao desmame?
Para a saúde do bebê, é interessante que ele mame até os 2 anos de idade - especialmente em países de Terceiro Mundo. Cabe à mãe a decisão de encerrar a amamentação. Mas o importante é que este processo seja feito gradualmente, para que mãe e filho se adaptem a esta mudança no seu relacionamento. Aliás, é bom perceber que até para a adaptação da mama, o desmame gradual evita complicações mamárias, como ingurgitamento e mastite. A partir dos 6 meses, a criança vai começando a receber também outros alimentos - papinhas, oferecidas de copinho ou de colher - o que introduz horários de refeições e, naturalmente, modifica o ritmo das mamadas, que começam a se espaçar. Nesta fase, é importante que o peito não seja oferecido antes das refeições, do contrário a criança simplesmente não terá apetite para as papinhas Ao redor de 1 ano, já não há mais necessidade de mamar à noite, salvo em casos específicos - quando estiver doente, p/ex. A mãe já pode, portanto, começar a diminuir o ritmo das mamadas noturnas - se não estiver trabalhando fora, é claro. Porque se trabalha fora, só vai mesmo poder amamentar à noite - até os 2 anos. Depois dos 2 anos, alguns acordos podem ser feitos entre mãe e filho - como só mamar quando estiver em casa, não em público. Mas nestas decisões a mãe terá que se manter firme, para não confundir a criança - esta vai usar de birra para conseguir o que quer, eventualmente vencendo a mãe pelo cansaço. O desmame é mais uma questão de afetividade do que de nutrição. Porque a criança já come outras coisas, e não precisa mais do leite da mãe para sua alimentação. Mas vai quase sempre querer continuar mamando. A mãe pode ir retirando as mamadas aos poucos, e carinhosamente passando à criança a compreensão de que esta já não precisa mais do peito, mas que o carinho, simbolizado por aquele, continua sendo passado de outras maneiras. Por isto é desaconselhável tomar medidas que forcem um desmame brusco, traumático - atitudes como besuntar o mamilo com substâncias de gosto desagradável, ou enfaixar o peito para impedir-lhe o acesso da criança. Algo que foi conquistado com tanto carinho, deve também ter um final feliz, e ser encerrado com carinho... (Portal Eca- Usp)
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